sábado, 12 de dezembro de 2009

Super Inter em 2010?

O Internacional novamente pode ter um supertime de jogadores em 2010. A intenção da direção colorada é investir alto para o bicampeonato da América, onde o foco está nos times brasileiros como principais adversários. Como a competição é eliminatória depois da primeira fase, é bem possível que o Colorado fique entre os quatro melhores no mínimo. Veja algumas idéias de time que são projetadas:

Renan; Vitor (ex-Goiás), Bolivar, Fabiano Eller (Índio) e Kléber (Ramon voltou do Vasco);

Sandro, Guinazu, Giuliano (Thiago Humberto) e D'alesandro (Andrezinho); Tabaré Viudez (Taison, Marquinhos) e Rafael Sobis (Alecsandro, Edu, Alan Kardec e Walter).

Se Sandro sair poderá ter Tinga ou Wilson Matias. Só de atacantes o Colorado tem um arsenal. Ainda procura zagueiros e um lateral direito. Mais; existe uma garotada de muita qualidade no Sub-20 que vai para o Gauchão ser testada.
O técnico uruguaio Jorge Fossati é a única dúvida. O que poderá fazer por aqui? Ms com tantos bons jogadores, fica mais difícil errar.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Danrlei se despede da bola neste sábado

O maior goleiro da história do Grêmio se despede do futebol neste sábado. Danrlei é, depois de Renato Gaúcho, um dos grande ídolos da história do tricolor gaúcho. Mas é sem dúvida o mais gremista dos jogadores do Grêmio porque morou 7 anos no Estádio Olímpico. Ele tem raiz na Azenha e parou por acaso ali como contou nesta conversa que tive com ele e reproduzimos no RBS Esporte.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Os caminhos rumo ao Hexa!

O Brasil pegou Portugal, Costa do Marfim e Coréia do Norte na Copa do Mundo da África do Sul no ano que vem. A grande vantagem é que estréia no dia 15 de junho contra os coreanos que são os mais fracos do Grupo G e entre os mais frágeis do próprio Mundial. E sempre o primeiro jogo é tenso e perigoso. É quando o planeta se volta para o Brasil de olho de como a seleção canarinho se apresenta para mais uma disputa na qual sempre é favorita. Depois segue contra a boa seleção da Costa do Marfim e outra equipe de respeito: Portugal de Cristiano Ronaldo. Mesmo assim, acredito que a equipe de Dunga possa liderar o grupo e seguir com tranquilidade para a segunda fase - às quartas de final.
Neste Grupo G, quem perder pontos para a Coréia do Norte vai correr riscos e o Brasil mesmo que empate um jogo contra Portugal ou Costa do Marfim ainda assim pode liderar a chave. Sendo assim, vai pegar na segunda fase, o segundo colocado do Grupo H, Espanha, Suíça, Honduras e Chile. Deve enfrentar Suíça ou Chile. Começa a complicar porque a Suíça tem bom futebol e o Chile nos conhece bem. Não é bom enfrentar times sul-americanos. Mas o Brasil não pode deixar escapar a vaga às quartas nem que seja para a Espanha. Nas quartas de final, tem grande possibilidade de pegar a Holanda, uma pedreira com risco de eliminação, sempre.
Já na semifinal, corre risco de pegar França, o que seria realmente o primeiro grande desafio, levando em conta as eliminações e derrotas do Brasil para os franceses em Copas do Mundo recentemente. Se a França não for a primeira do Grupo A, o mais equilibrado da Copa, aí o Brasil se livra dos franceses que vão ter a companhia de África do Sul, México e o Uruguai na primeira fase. Até mesmo a Argentina se for segunda do Grupo B, pode pegar o Brasil na semifinal. Perigo, sempre perigo. Os argentinos vão enfrentar na primeira fase: Nigéria, Grécia e Coréia do Sul.
DECISÃO PODE TER BRASIL X ITÁLIA NOVAMENTE
Na grande decisão, tem muitos cabeças de chave do lado de lá da tabela sorteada hoje na África do Sul que podem se enfrentar semifinal assim: Argentina x Alemanha pega o vencedor de Itália x Espanha. Pela ordem, os mais perigosos para o Brasil são os argentinos, depois a Itália, Espanha e Alemanha.
Hoje, sem saber como estarão as seleções na Copa, o Brasil é o maior favorito até pelo lado da chave que ficou. Dá tempo de embalar e buscar o Hexa com uma semifinal cabeluda contra os franceses e uma provável decisão contra Itália ou Argentina. Como é muito difícil dois times sul-americanos na decisão, é muito provável que tenhamos uma final entre Brasil e Itália valendo o hexa contra o penta. Mas a Copa é o momento e pode, porque não, dar França x Argentina na final, ou repetir o duelo Holanda x Argentina, caso o Brasil fracasse mais cedo. Agora, seria espetacular ver Brasil x Argentina decidirem o Mundial na África do Sul. O problema é que o duelo valeria por todos os outros que tivemos até hoje contra os hermanos. Respeito e admiro muito o futebol argentino. Nossa, que Copa do Mundo!

Fla: um campeão Brasileiro com técnica


O maior trauma que sofri no futebol ficou marcado para sempre: a derrota do Brasil na Copa de 1982. Foi a Seleção mais espetacular que vi jogar. Havia naquele time craques que estão entre poucos na história e juntos. Telê Santana era tão bom que Leandro e Junior nas laterais já formavam, na verdade, uma dupla de alas de muita qualidade. Leandro jogava tanto que depois como zagueiro ainda gastou a bola. O Junior nem tenho palavras para expressar o que vi e admirei no campo e até mesmo no beach soccer. No miolo destes dois caras tinha um meio-campo fenomenal com Cerezo, Falcão, Sócrates e Zico. Parece até que desenharam o mapa dos grandes do Brasil naquele quadrado. Um de Minas, um do RS, um do Rio e um de SP. Éder e Serginho na frente. Careca era melhor, mas machucou. Raul era melhor que Waldir Perez, mas não importa. Na zaga Luizinho e Oscar. O que valia naquele time era o toque de bola. O mesmo toque de bola que vi no São Paulo de Telê Santana e em alguns jogos do Inter do Abel Braga em 89, não agora em 2006. O Flamengo do Zico, com Andrade, Junior e Adílio foi outro timaço. O Colorado do Rubens Minelli também era demais no toque de bola, mas este lembro pouco, era criança. A Argentina de 86 também me encantou. Palmeiras com Luxa, Cruzeiro com Felipão e Luxa, Grêmio com Felipão, Vasco do Romário e aquele Corinthians com Nilmar, Tevez, Roger, Mascherano, também tiveram grandes jogos, mas não me encantaram como time na temporada ou num campeonato. E cada vez mais me preocupa ver times defensivos, retraídos, cheios de preparo físico, jogadas de bola parada, estratégias de guerra. Ganham e não dão show. Convenci-me de uma coisa e tenho insistido com isso: quero ver show de futebol. E se um time der show e levantar a taça, eu fico plenamente satisfeito. Claro que como brasileiro gostaria de ganhar todas as Copas do Mundo. Mas confesso que depois de 1982 fiquei órfão de uma conquista espetacular. Por isso, vibrei com o futebol argentino em 86, admirei o que a França fez com o Brasil em 1998. Como poderia não aplaudir Zidane. Lembro daquele time da Juventus com Platini, Boniek, Rossi, e tantos craques. Mas o Flamengo foi lá e ganhou deles. O Flamengo de hoje tem Andrade - que jogou no time histórico do rubro-negro - como técnico. Ele fez o time da Gávea flutuar. Merece o hexa. E gostei muito do Avaí do Silas que tocava muito bem a bola, só não tinha qualidade no grupo como os líderes. O Inter no Gauchão chegou a fazer um carrossel no toque de bola. Mas os adversários eram fracos e alguns grandes nomes se foram do Beira-Rio. Perdeu-se na temporada. O São Paulo é um amontoado de bons jogadores, o Palmeiras, o Cruzeiro e o Corinthians também. Ano que vem o show pode continuar nos clubes e na Copa do Mundo. Basta que alguém tenha a ousadia de escalar craques no time que inovem no campo, que driblem, partam para cima, façam belos gols, bonitas tabelas e conquistem vitórias espetaculares. Futebol é arte não pontapé na bola como diz a origem do nome. Foot = Pé + Ball = Bola. Futebol sem plástica é o mesmo que macarrão sem molho. É massa, mas não é.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Fla, Inter e Timão na briga da Libertadores 2010

O último clube brasileiro campeão da Copa Libertadores foi o Internacional em 2006. Em 2007, o Grêmio perdeu para o Boca, em 2008, o Flu para a LDU e em 2009 o Cruzeiro para o Estudiantes. Em 2005, o São Paulo garantiu o tri contra o Atlético Paranaense. Em 2010, teremos o Inter, o Flamengo, o Corinthians e mais dois, provavelmente o São Paulo e o Palmeiras. O Cruzeiro corre por fora. Um cinco vai brigar pelo título novamente como nos últimos anos. Por se tratar de mata-mata depois da primeira fase, o perfil de equipe muda. Mas é importante já na primeira fase pontuar para levar o segundo jogo para casa, o que faz muita diferença nesta competição. Desde que não tome uma sacola na casa do inimigo como fizeram Grêmio e Fluminense. O caso do Cruzeiro que perdeu em casa foi atípico por se tratar de adversário argentino, os mais temidos sempre.
Os maiores adversários dos brasileiros começam pelo Once Caldas da Colômbia que já venceu em 2004. Mas não para tirar o título, talvez para eliminar numa eliminatória. Mesmo assim, o futebol colombiano está horrível, nem na Copa vai estar. Os times mexicanos e equatorianos podem atrapalhar o caminho mais pela altitude e desgaste de viagem, mas sem chances de título, muito menos os paraguaios Cerro e Libertad. Até é bom abrir o olho para o Libertad que anda beliscando melhor sorte em casa incomoda. O futebol peruano e da Venezuela são uma piada, assim como o boliviano a não ser pela altitude. Entre os uruguaios, muito cuidado com o Nacional que cresceu muito nos últimos anos e pode surpreender./div>
Mas os maiores perigos são eles, sempre os argentinos: o Velez e o Estudiantes estão aí. Sem Boca e sem River fica mais fácil. Palpite? Flamengo, Inter ou Corinthians têm grandes chances de chegar à decisão. E quem chegar, deve vencer. Foram os melhores times do ano de 2009 e, reforçados em 2010, têm tudo para se classificar ao Mundial da Fifa. O problema do Colorado é o treinador que só pega o time em janeiro. Se for Wanderley Luxemburgo mesmo será uma grande chance para mostrar que ele também pode levantar o caneco da Libertadores. Coisa que ele e o Muricy desconhecem. Aliás, o Mano, o Andrade (já foi no campo) e o Ricardo Gomes (se ficar) também não conquistaram como treinador.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Os Melhores de 2009

O jornal Estadão sempre pede uma relação dos melhores de 2009. Difícil escolha, principalmente escalar a Seleção. Prefiro um time mais faceiro, alegre e de jogadores habilidosos que a base de Dunga. Mas para ganhar a Copa talvez seja preciso volantes que marcam, meias mais toscos. Eu ainda prefiro sonhar com uma seleção que ganhe dando show como tentou Telê Santana em 1982. Tem gente que prefere o "show é ganhar" de Parreira, até nos pênaltis. Fico com a opção de arriscar com jogadores de toque, de chutes colocados, dribles, fintas e goleadores.

1. Qual foi o melhor jogador em atividade no Brasil em 2009? Obs: jogadores estrangeiros também podem ser escolhidos. R: Nilmar, no primeiro semestre pelo Internacional 2. Qual foi o jogador-revelação do futebol brasileiro da temporada? R: Williams do Flamengo 3. Qual o melhor técnico do futebol brasileiro de 2009? R: Silas, do Avaí 4. Qual o melhor time do futebol brasileiro da temporada? R: Flamengo 5. Qual o melhor árbitro do futebol brasileiro na atualidade? R: Leandro Vuaden 6. Qual o fato marcante do esporte mundial deste ano? R: Classificação de todos os campeões mundiais de futebol para a Copa de 2010 7. Qual foi o fato marcante do esporte brasileiro em 2009? R: Rio 2016 8. Qual o destaque feminino do esporte brasileiro deste ano? R: Poliana Okimoto campeã mundial de Maratona Aquática 9. E o destaque masculino? R: Cesar Cielo quebrou o recorde mundial nos 50m livre no mundial de Roma 10. Escale sua seleção brasileira: R: Julio Cesar; Maicon; Juan, Lúcio e Daniel Alves; Anderson (Manchester United); Alex (Spartak Moscou); Káká e Ronaldinho Gaúcho; Pato e Nilmar.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Paulo Autuori foi e Mário Sérgio nem veio


As entrevistas coletivas nunca mais serão as mesmas depois de Paulo Autuori e Mário Sérgio, que estiveram no mesmo período no Grêmio e no Internacional, respectivamente. Um parece que vai dormir e outro parece que não dormiu direito. O ex-técnico do Grêmio era agressivo com ironias contra a imprensa: "Vocês por exemplo que nem o diploma vale mais..." O interino Colorado cospe ameaças: "Vocês querem guerra! Eu quero pau, eu quero isso!".
Paulo Autuori demonstrou coerência entre o discurso e o trabalho. Tinha um esquema de jogo, brigou com ele até o fim, não conseguiu o sucesso que ele esperava. Já estava planejando a pré-temporada em Bento Gonçalves como todo bom "gestor de futebol". Mas não teve coragem de enfrentar a última janela com a imprensa. Convocou uma conferência e deu um prazo de 48 horas para tentar definir um impasse entre a razão e a emoção. Deu a entender que o coração queria o Grêmio, mas o mais sensato seria aceitar a proposta milionária. Alguns minutos depois, o coração já não batia mais no Olímpico. Estava fora pela porta dos fundos e a diretoria anunciou o interino Marcelo Rospide.
Mário Sérgio deveria ter assumido o Internacional logo após a queda de Tite. Mas não. A equipe perdeu a referência de um treinador. Surgiu no vestiário um companheiro de D'alessandro que entende as revoltas do argentino, um novo modelo de comando de time de futebol. A cada jogo um esquema, a cada partida uma escalação e quem for destaque no time, corre o risco de não começar a próxima partida. O sistema de trabalho de Mário Sérgio é tão secreto que até mesmo quando ele explica, ninguém entende. O Andrezinho já jogou no ataque e na lateral. O Alecssandro sai da área para buscar jogo e o Fabiano Eller estava na lateral esquerda. Sem falar do garoto Marquinhos que já teve que assistir Allan Kardec, Bolaños e o próprio Andrezinho no time no lugar dele que joga bem mais que todos eles juntos. Se pensa diferente, que faça com convicção, treino aberto e encarando a reportagem. O Internacional está sem um treinador convencional.
O que existe é um extraterrestre no Beira-Rio, assim como havia um técnico no mundo da lua no Olímpico. A cada coletiva era uma Jornada nas Estrelas. E esta rivalidade Gre-Nal que alimenta a curiosidade geral não pode ser refém de perguntas macias, comentários doces quando os objetivos não são alcançados. A cobrança faz parte do amadurecimento de qualquer profissional. O debate é livre. A sala de conferência está lá todo o dia pronta para mais uma coletiva. Vale criticar a imprensa, reclamar, argumentar, ironizar. Mas quem critica também tem que saber ouvir as críticas.
O jornalismo é assim: está sempre procurando um motivo para a tragédia, para o sucesso, para o fracasso, para a vitória. Não apenas retrata os fatos, mas questiona, interpreta e até distorce muitas vezes. É um exercício diário sob julgamento do público. E diante do público, da torcida, não somos nada quando não aceitamos a crítica, a vaia e a cobrança. Mas as coletivas nunca mais vão ser iguais como até hoje no Olímpico e no Beira-Rio.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Argentina de Maradona pode ganhar a Copa

A Copa do Mundo é uma competição traiçoeira a partir da fase eliminatória. Tudo aquilo que as Seleções fizeram na Copa das Confederações, nas Eliminatórias não valerá nada em 2010 . O que importa é o período da disputa, onde as melhores seleções classificadas estarão prontas para uma competição que é disputada a cada quatro anos em apenas um mês. Vale a taça. Caneco vazio é o fundo do poço para equipes como o Brasil, Argentina, Alemanha, Itália entre outras tradicionais. Se os argentinos não jogaram nada até a Copa também não importa. Eles têm jogadores de qualidade que podem fazer a diferença no mata-mata.
O Brasil não esteve sob pressão nas Eliminatórias porque sobrou e conquistou uma vitória emblemática sobre os argentinos na Argentina, mas perdeu para o Paraguai lá na terra dos Guaranis e tomou um banho de bola. Se na Copa o Brasil enfrentar uma situação de pressão contra uma seleção de qualidade, pode naturalmente ser eliminado e abrir caminho para outra equipe embalar na competição, mesmo que em outra chave. O time brasileiro tem qualidade de conjunto, mas confesso que não sinto qualidades individuais do porte de Ronaldo, Romário, Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo, sem falar em Pelé e Garrincha, aí é covardia.
Pena que o Ronaldo esteja muito pesado porque seria um fator de desequilíbrio a favor do Brasil. Espero que o Kaká assuma a liderança técnica do time brasileiro nas horas difíceis e saiba ganhar um jogo sozinho, se for necessário. O meu sentimento, porém, é de que ele não tem esta característica, nem Luis Fabiano. O único suspiro seria o Pato, mas está longe de ser o garoto que despontou como gênio, ainda verde, cru. Não vivo no ambiente da Seleção e não posso ter certeza, mas parece que o talento dele foi abafado por uma coisa que abomino no futebol: o grupo. O que na verdade é uma panela, como fizeram quando tiraram Romário da Copa do Penta, um absurdo.
E só pensar rapidamente: Ronaldo, Pato e Ronaldinho Gaúcho ou Kaká, Robinho e Luis Fabiano? Claro, daria para misturar o Kaká com o Pato, etc. Mas a pergunta é para provocar mesmo. Os que estão fora contra os que estão dentro. Quem está jogando mais hoje? Kaká está na frente de todos, mas depois a briga é feia na minha opinião. E para provocar ainda mais. Todos em plena forma, quais seriam os três melhores? Nada de panelinha. Os Ronaldos pela história e o Pato pelo potencial que pintou merecem jogar alguns amistosos em 2010, se estiverem em boa forma física, para não desperdiçarmos talentos. Do contrário, temo pela Argentina.
Uma coisa que os argentinos têm nós não temos: liderança, experiência e muita qualidade técnica em um só jogador. Lúcio é líder, experiente, mas não tem a qualidade de Veron. E Messi está mais próximo de Ronaldo, Ronaldinho, Romário que Kaká. Não jogou nada até agora na seleção argentina, mas pode jogar. O Tevez é perigoso, o Mascherano é ótimo jogador. Tem ainda Gago, Aimar, Agüero e outros que vão disputar vaga até a Copa. Eles sofreram para classificar, mas na hora da decisão também ganharam fora de casa e contra o Uruguai.

Tenho outra incrível pulga atrás da orelha. Parece que a história deve um capítulo à parte para Diego Armando Maradona. Gênio, mão de Deus, dopado, drogado, riu da água suja que o Brasil bebeu, deu tiro em jornalistas, entrevistou Pelé em programa dele na TV, é questionado pelos jornalistas argentinos, virou religião. Mas é Maradona. Sem dúvida o grande personagem da Copa antes da bola rolar. Ainda bem ele não vai enfrentar o Dunga dentro de campo. Graças a Deus. Mas que Deus? O brasileiro ou o argentino? Que nada! Na África é tudo com os orixás. Então, que ogum esteja conosco.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O fracasso da dupla tem motivos diferentes




O fracasso da dupla Gre-Nal no Campeonato Brasileiro tem motivos diferentes. O Internacional tem bons jogadores, um bom grupo para figurar entre os líderes e beliscar o título. O problema é o comando técnico e da direção. O Grêmio não possui um grupo tão qualificado tanto que perdeu o Gauchão, perdeu a Libertadores e vai ficar de fora do g-4 do Brasileirão. Não adianta trazer de volta o Roth, promover o Rospide ou o Paulo Autuori. Os jogadores que o Grêmio têm na mão são insuficientes para uma temporada. É difícil o torcedor aceitar, mas o fracasso maior é do Internacional que com recursos financeiros se atrapalhou. O Grêmio não tem tanta bala na agulha assim e precisa subir aos poucos com os pés no chão.
O ano ainda não está perdido para Inter. Basta fazer um time feijão-com-arroz e conquistar os pontos que faltam para voltar ao G-4. O problema é que Mário Sérgio começou a inventar. Uma hora é 3-5-2, depois é 4-4-2. Depois tem Andrezinho na lateral, Bolaños na lateral, dois atacantes de área. O torcedor ontem enxergou uma obviedade: o garoto Marquinhos é o primeiro reserva do ataque e se Taison não vem bem já deveria ser promovido. Alecsandro, pelos gols que fez, tem crédito para começar o jogo, mas se for mal deve ser substituído por Alan Kardec, que é do mesmo perfil, de área.
Escolhe logo o time e o esquema e morre com ele abraçado até o fim. A única boa descoberta de Mário foi o garoto Daniel, que é lateral mesmo. Então é só escalar o time com o garoto na lateral, escolhe os dois melhores zagueiros: Bolívar e Eller. Na esquerda o Kléber. Meio-campo com Guina, Sandro, Giuliano e D'alesandro. No ataque, Taisou ou Marquinhos, Alecsandro ou Kardec. Deixa o Bolaños no banco como opção. O Giuliano estava suspenso, põe o Glaydson fora de casa e o Andrezinho no Beira-Rio. Quem for mal, troca. Se o adversário dominar o meio-campo, reforça. Se perder um expulso como ontem o Botafogo, não tira lateral, mexe no ataque. Se quiser escolher o 3-5-2, tudo bem, mas mantenha a maioria dos mesmos jogadores. Este troca-troca gera insegurança e bagunça o time como se viu.
O Grêmio não tem mais o quê fazer para buscar a vaga no G-4. O time é fraco tecnicamente. Mas precisa valorizar os bons valores. O goleiro Victor, o zagueiro Réver, Mário Fernandes, Souza e Máxi Lopez. Se o critério for rigoroso, apenas os zagueiros e o goleiro são intocáveis. Porém, o papel agora é da diretoria. Fazer uma ampla avaliação do grupo e sair em busca de reposição. Se faltar dinheiro, terá que usar a criatividade e apostar na base.
O time criou inúmeras oportunidades de gol no primeiro tempo contra o Santo André, mas não soube aproveitá-las. O time vem assim desde a época do Mano Menezes. Fora de casa perde força pela falta do grito da torcida porque no fundo o time é limitado e vem piorando. Fazem muita falta jogadores como Carlos Eduardo, Rafael Carioca e William Magrão. Vejo o Grêmio com boas tabelas, jogadas de linha de fundo, toque de bola. Isso é coisa do treinador. Bobagem esta história de que o time não tem pegada. Até o guri Roberson pegou duro demais e foi expulso no ABC Paulista.
Se não vender o Mário Fernandes já tem um trio na zaga: Victor, Mário e Réver. Precisa buscar um lateral-direito de ofício. No meio-campo, os volantes são fracos. Com William Magrão recuperado, ainda vai precisar contratar mais um jogador para a posição. O craque do meio também faz falta. Nem Tcheco nem Souza são craques. O garoto Douglas Costa pode se juntar ao time com um jogador inteligente, um camisa dez como fora o Roger. Não descartaria ter um meio-campo forte no Grêmio e colocar Souza novamente na lateral-direita. O ataque é o maior drama. Jonas é o goleadordo time, mas não pode ser titular. Fica no banco. Máxi Lopez me parece caro demais pelo que joga. O Herrera não tem mais condições de jogar nua equipe grande. Ok. Jonas e Máxi permaneceriam no grupo. Mas a diretoria precisaria encontrar um jovem atacante promissor e um matador consagrado de movimentação, tipo o Leandro que quase veio. É hora de garimpar entre os rebaixados, na Série B. Sempre tem bons jogadores.

domingo, 25 de outubro de 2009

Grenal com peru light é o menu do Brasileiro

O Gre-Nal vencido pelo Inter no Beira-Rio teve de tudo, menos futebol. Foram três minutos de bola rolando e só. O Internacional começou elétrico e numa jogada rápida, Kléber lançou Alecsandro que de peito deixou para D'alessandro chutar forte de fora da área. A bola picou sobre a linha da pequena área, subiu mais que o normal e o montinho artilheiro acabou traindo Victor. O goleiro do Grêmio engoliu um Peru. Foi o único gol da partida. Uma vitória magra. Um peru light, mas o suficiente para encher a barriga dos colorados que seguem rumo ao título. O cardápio do jogo segue no mesmo tempero das rodadas finais do campeonato: sem sal, morno, sem sabor. Mas já que o bufê é livre, tá todo mundo servindo o mesmo banquete, a disputa se torna emocionante.

O Gre-Nal teve vômito de Sandro, língua de fora do Douglas Costa para Guiñazu, gols perdidos por Herrera e Alecsandro. Paulo Autuori errou quando tirou Douglas Costa e Mário Sérgio quando trocou D'alesandro por Andrezinho. Marquinhos entrou muito tarde e Taison, mesmo em má fase, poderia ter permanecido. Melhor era tirar Alecsandro, que mesmo artilheiro do time, tem jogado mal, quase nada. Tá certo que o Grêmio sentiu a falta de Tcheco e Maxi Lopes, mas também é verdade que o time é limitado e não é injustiça ficar de fora da Libertadores do ano que vem.
Quando Victor falha no gol e deixa escapar uma bola de forma bizarra para escanteio é porque a tarde não era de futebol. Fica difícil acreditar que o Internacional terá time para ganhar quarta-feira do São Paulo no Morumbi e não é loucura imaginar que o Avaí tem boas chances de tirar pontos do tricolor mesmo que no Olímpico. O time do momento é o Flamengo que ganha e toca a bola com plasticidade. O Atlético Mineiro ganhou de 1 a 0, mas tomou um sufoco do Vitória no Mineirão, o Palmeiras fracassou diante do Santo André. Quem embalar três vitórias seguidas a partir da próxima rodada pode encaminhar o título. Não tem favorito. Os quatro primeiros estão no páreo. Só está faltando futebol.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Que tal ousar no Grenal?

Os técnicos da dupla poderiam ousar no Grenal de domingo no Beira-Rio. Montar uma estratégia para ganhar e não para não perder. Sempre acreditei que o futebol é tão dinâmico que não se pode ficar preso a um único esquema. E hoje os jogadores de grandes times como Kaká, por exemplo, tem poder de marcação, finalização e criação. Podem então jogar em mais de uma função no meio, numa ala ou no ataque. Até mesmo na zaga, nem que seja pela circunstância do jogo. Como quando faltar um minuto para o final de uma decisão, gtem escanteio para o adversário e aí até o Kaká estará na área para espantar a bola. O segredo está na movimentação, na busca do espaço que é aberto, no entrosamento e acima de tudo no preparo físico e qualidade individual que sugere inteligência do jogador com e também sem a bola.

O Grêmio está com problemas para o clássico, mas isso não impede que o time ouse para vencer o Inter. A começar pelo esquema. Paulo Autuori não gosta do 3-5-2 que chama de preguiçoso. Só que dependendo das peças em campo, o time pode variar o esquema ao longo do jogo sem substituições. Uma equipe formada por Victor; Mário Fernandes, Léo, Réver e Lúcio; Ádilson, Túlio, Rockembach e Souza; Douglas Costa e Perea é a princípio um 4-4-2. Com posse de bola pode ter uma linha de ataque com Souza pela direita, Perea no centro e Douglas na esquerda, se tornando um 4-3-3. cehado, pode virar 3-6-1, com Mário se juntando a zaga, os demais todos recuados e apenas o Perea a frente. É só Túlio ou mesmo o Rockembach abrir pela direita à frente do Mário Fernandes e vira 3-5-2, com Perea e Douglas no ataque. Ou seja, tudo depende do treino, da função tática e da entrega dos jogadores. E, hoje, pela dupla ou tripla função dos jogadores é possível modernizar o time com variações de esquema. O problema do Grêmio é o banco. Hererra se estiver bem recuperado e Maylson para o meio. Por isso mesmo, o time que começar jogando precisa de variações.

O Internacional possui ainda mais opções de esquema. A escalação base pode ser Lauro; Giuliano, Bolívar, Índio, Sorondo, Sandro, Guiñazu; D'alessandro e Kléber; Taison e Alecsandro. Seria o 3-5-2 que o Mário Sérgio jura preferir com Giuliano na ala. É só o Bolivar dar um pulo para a lateral e o meio fica com o quadrado formado por Guina, Sandro, Giuliano e Dale. Se o Taison descer para a ala direita e o Bolivar volta para a o trio de zaga, vira 3-6-1. É só o Taison abrir na esquerda no ataque e o Giuliano avançar pela direita que ainda pode virar 4-3-3 ou ainda 3-4-3 com Kleber ainda mais avançado pela esquerda. Outra saída é incluir Marquinhos no time e tirar um zagueiro. A linha de três zagueiros poderia ter Bolívar e Índio com Sandro à frente dos dois como Réver já fez muito bem no Grêmio, um falso zagueiro com saída rápida. Guiñazu e Giuliano numa segunda linha de marcação e D`alessandro flutuando livre no meio, tendo Taison pela direita e Marquinhos pela esquerda e fixo na área o Alecsandro. Kléber teria liberdade para criar numa linha intermediária sendo protegido por Guiñazu. O inverso também pode funcionar bem. Guiñazu sendo o pastor alemão da zaga e Sandro numa segunda linha com Kléber no meio. Aí seguem D`alessandro, Taison, Alecsandro e Marquinhos. O Inter ainda tem o Andrezinho e o Alan Kardec como boas opções de banco e o próprio Marquinhos se não começar jogando.

O futebol poderia se espelhar mais no basquete e no futsal e ter mais intensidade na movimentação mesmo que o gramado seja bem maior e o gol também. Do basquete também poderia tirar as jogadas marcadas a cada lateral, saída de bola até a cesta. Repetir mil vezes, quase como no circo, para ter precisão e qualidade. Isto é treinar. Por isso, também defendo que o time deve ter 11 do início ao fim do campeonato, só trocando as posições daqueles suspensos ou lesionados ou que não estão numa boa fase. Até porque quando o time está acertado todos sabem na ponta da língua, no lápis, e ninguém mexe. Mas aqueles que entram precisam ser os reservas imediatos de cada um na mesma função. O time de baixo deve ser um espelho do de cima, assim o time se faz por um idéia de futebol e não pelo que o técnico tem à mão. Mas para isso, os dirigentes precisam montar um grupo com estas características. Nesta filosofia, o time sofreria menos impacto nas substituições e quando algum jogador fosse vendido. Claro que a qualidade sempre vai pesar, mas com organização, variação tática e entrosamento aumentam-se as chances de vencer. Hoje a maioria dos times fora de casa só tem um atacante. mesmo que sejam dois na escalação é só olhar que apenas um fica lá na frente. As chances de perder ou empatar sao maiores. Ganha aquele que tem boa defesa e meio-campo forte e numa tacada faz o gol e se fecha. Seria bem mais facil manter o esquema de casa, mesmo que com postura cautelosa e buscar a vitoria.
Em resumo, a dupla Grenal tem boas opcoes para obter exito no classico de domingo. O problema e que mexem demais nos times, mudam esquema a cada jogo e nao se entrosam O Gremio me parece mais preparado neste sentido. Dou razao ao tecnico Paulo Autuori, pois nao lembro um time que deu um baile no tricolor desde que ele assumiu. So falta qualidade no grupo e ai e que o Inter leva vantagem. Mesmo baguncado e sem conviccao de time ate agora, tem mais jogadores que podem decidir. O futebol e fantastico por isso. Existem varias formas de se montar um time. Eu tenho minhas ideias, o vizinho discorda e quase todo mundo tem boas opcoes mesmo assim. Estou curioso para avaliar o que os dois times gauchos vao apresentar no domingo!

Silas não é novidade



O técnico Silas não é novidade para quem habita a Ilha de Santa Catarina. Desde que chegou, adotou uma postura ofensiva. O time procura jogar igual fora e dentro de casa. Além de ser campeão Catarinense e atropelar os adversários na reta final, o Leão da Ilha só foi superado pelo Corinthians de Mano Menezes na Série B do ano passado. A virtude de Silas é a escola dele como jogador. Atuou no São Paulo de Tele Santana e Cilinho. É possível afirmar que ele tem tudo para ser um Muricy Ramalho melhorado. Costumo assistir aos jogos do Avaí e dá gosto de ver a equipe jogar. Com todas as limitações técnicas, pois não possui grandes craques - o melhor é Marquinhos - tem no toque de bola a grande arma. Jogadas de linha-de-fundo, tabelas de primeira, cruzamentos para trás ao melhor estilo Silas, Muller e Sidnei com Careca flutuando. Lembra muito o futebol que Telê implantou na Seleção de 82, a coisa mais maravilhosa que já vi num time. Os laterais avançam, a zaga participa da saída de bola. Sem craques, o Avaí do Silas tem toque refinado semelhante ao Silas dos gramados, um jogador habilidoso e elegante com a bola nos pés. E do jeito que anda o Ricardo Gomes, é bom se apressar para ele não parar antes no São Paulo que em qualquer outro lugar. Na Argentina, até hoje ele é considerado um dos melhores meio-campistas que passou por lá. Jogou no San Lorenzo e teve passagens pela Seleção Brasileira. Veja o que ele já conquistou na carreira:

São Paulo
Campeão Paulista - 1985, 1987, 1998
Campeão Brasileiro – 1986

Internacional
Campeão Gaúcho - 1992
Campeão da Copa do Brasil – 1992

Vasco
Campeão Carioca – 1994

San Lorenzo
Campeão Argentino – 1995

Atlético Paranaense
Campeão Paranaense – 2000

Seleção Brasileira
Campeão da Copa do Mundo Sub-20 - 1985
Campeão da Copa América - 1989

Como técnico

Avaí
Campeonato Catarinense: 2009

Destaques
Melhor Jogador da Copa do Mundo Sub-20 - 1985
Melhor técnico do Campeonato Brasileiro da Série B - 2008